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Quarta-feira, Janeiro 25

Não exagere nos estímulos.

Seu filho não fica parado? Se você está lendo um livro, ele logo quer desenhar e, dez minutos depois, decide brincar com a bola? Nada mais natural.
Pois é... Para nós pais, o estímulo é o melhor e sempre aprendemos que criança estimulada é criança inteligente, rápida e muito esperta, mas precisamos ir com calma, porque pesquisas mostram que às vezes esse estímulo constante e exagerado pode atrapalhar no desenvolvimento e ocasionar agitação e falta de atenção.  
 A atenção está relacionada com a região do córtex frontal, que só se desenvolve entre o terceiro e o sexto ano de vida, revela a neuropediatra Vanda Gimenes Gonçalves, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Algumas crianças, por exemplo, ficam mais tempo entretidas com brincadeiras, enquanto outras têm mais necessidade de trocar de atividade várias vezes ao dia. Para que a dispersão não se transforme num problema mais tarde, é bom que elas cresçam num ambiente tranquilo, sem excesso de estímulos simultâneos, e que tenham uma rotina definida, com horários para dormir, brincar e comer. Se estiverem concentradas em alguma tarefa, resista à tentação de interrompê-las. Quanto menos organizado for o ambiente, maior a chance de a criança se dispersar, diz o neuropediatra Luis Celso Vilanova, da Universidade Federal de São Paulo.

Dispersão na aula Quando a criança começa a ir para a escola, a necessidade de atenção passa a ser mais importante, já que ela precisa ficar várias horas alerta ao que diz o professor. Só a partir dessa fase é que alguns problemas poderão ser detectados, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Nesse caso específico, o diagnóstico é mais seguro após os 7 ou 8 anos.

Cinthia Mendina Prates, colaboradora do blog Guia Infantil.
Fonte: bebe.com.br

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